Apesar das vantagens imunológicas observadas, o estudo revelou que a inclusão da dieta com azadiractina afetou negativamente a estrutura e a saúde geral dos órgãos vitais, prejudicando especialmente o rim e o fígado. A concentração de hemoglobina corpuscular média foi significativamente menor nos peixes do tratamento com a dose mais alta em relação ao grupo controle, indicando possíveis impactos negativos no sangue. As análises também apontaram aumentos significativos no conteúdo de malondialdeído, um marcador que sinaliza a oxidação de lipídios, e na atividade da enzima superóxido dismutase no tecido do fígado, evidenciando que os peixes sofreram estresse oxidativo. A condição geral dos órgãos indicou processos inflamatórios e danos nos tecidos proporcionais ao nível de azadiractina incluído na dieta.
O balanço da pesquisa conclui que a adoção da azadiractina na ração de tilápias-do-nilo resulta em uma combinação de efeitos positivos e negativos. Embora reforce aspectos da imunidade e ajude a reduzir a presença de patógenos perigosos no intestino, o uso exige cautela, pois o composto tem grande potencial para comprometer a integridade de tecidos importantes do peixe. O trabalho destaca que novos estudos são aconselhados para tentar otimizar a dose correta e segura na alimentação desses animais.
