Durante um período de 56 dias, os cientistas avaliaram o impacto de cinco formulações contendo fontes distintas de manganês, divididas entre opções inorgânicas, como o sulfato de manganês, e minerais orgânicos quelatados. Curiosamente, o peso final e a taxa de sobrevivência dos camarões não apresentaram variações significativas entre os grupos testados. No entanto, ao analisar o hepatopâncreas, que funciona como o principal órgão metabólico do animal, a equipe notou que o manganês orgânico apresentou uma taxa de absorção e deposição muito superior.
Os lotes alimentados com manganês orgânico demonstraram uma capacidade antioxidante sistêmica notavelmente maior, além de uma resposta imunológica inata fortalecida. O estudo revelou que essa nutrição de alta performance reduziu marcadores de inflamação e minimizou a apoptose, processo natural de morte celular. Os minerais orgânicos também aliviaram o chamado Estresse do Retículo Endoplasmático (ERE), uma via celular de defesa ativada quando há falhas no processamento de proteínas e ameaças à homeostase da célula. Para completar o pacote de benefícios, notou-se uma queda expressiva no acúmulo de gordura no hepatopâncreas, indicando que as fontes orgânicas otimizam a quebra e o aproveitamento dos lipídios.
Para o produtor que busca eficiência e segurança, a transição para dietas enriquecidas com manganês orgânico pode ser um diferencial competitivo rumo a uma aquicultura mais sustentável. Animais que contam com defesas biológicas turbinadas e órgãos vitais saudáveis se tornam menos vulneráveis a enfermidades, cenário que colabora diretamente para a redução do uso de antibióticos nas operações comerciais.
