Diversidade de matérias-primas e biotecnologia aquática

A iniciativa é coordenada pela professora Anita Valle no Laboratório de Bioquímica e Biotecnologia de Algas (LBBAlgas), vinculado ao Instituto de Química da UFRJ. O trabalho investiga como a biomassa de origem aquática pode fornecer matérias-primas renováveis e cores de alto valor agregado para a indústria cosmética.
A pesquisa explora as propriedades específicas de diferentes organismos marinhos para obter a paleta de cores. Entre as fontes utilizadas estão a clorela, direcionada à obtenção de pigmentos verdes; a espirulina, empregada para tons azulados; e a alga parda sargaço.
A cor vermelha é obtida a partir da prodigiosina, um pigmento produzido por bactérias marinhas.
Segurança, rastreabilidade e etapas de validação
As maquiagens são manipuladas com bases hipoalergênicas consolidadas no mercado. Em paralelo, a equipe científica conduz análises para identificar possíveis substâncias alergênicas nos extratos e estabelecer a rastreabilidade completa dos materiais biológicos utilizados no processo.
A tecnologia permanece em fase de desenvolvimento laboratorial e ainda não passou por testes de produção em grande escala. O potencial de expansão comercial e o lançamento industrial da solução dependem do cumprimento das próximas fases de pesquisa e validação técnica.
Aproximação entre ciência e mercado
A apresentação do projeto pela Inova UFRJ busca conectar a produção científica ao mercado consumidor, demonstrando que a biodiversidade aquática pode originar soluções inovadoras para setores além da aquicultura tradicional.
Fontes: O Globo; Inovação UFRJ
