Nutrição e saúde intestinal
O DAC é rico em proteínas, aminoácidos essenciais e compostos bioativos que permanecem na biomassa mesmo após a retirada dos lipídios para o biodiesel. A pesquisa destaca que a inclusão desse ingrediente atua como um prebiótico, estimulando o crescimento de bactérias benéficas no intestino dos peixes, como Bifidobacterium e Lactobacillus. Isso resulta em uma melhor eficiência digestiva e no fortalecimento das respostas imunológicas dos animais cultivados.
Limites de inclusão e desempenho
De acordo com a revisão, o desempenho de crescimento é otimizado quando os níveis de inclusão do bolo de algas permanecem em até 10% da dieta total. Estudos com espécies como a truta-arco-íris (Oncorhynchus mykiss) mostraram que a substituição total da farinha de peixe por 10% de DAC de Nannochloropsis sp. manteve taxas de sobrevivência e conversão alimentar idênticas às dietas comerciais. No entanto, o uso acima de 20% exige cautela, pois pode reduzir a digestibilidade devido à rigidez das paredes celulares das algas.
Viabilidade econômica e sustentabilidade
Embora o custo de produção das microalgas ainda seja superior ao da soja, a integração do DAC em modelos de bioeconomia circular pode equilibrar as contas através da venda do biodiesel como produto primário. Além disso, o cultivo de microalgas exige significativamente menos terra e água do que a agricultura terrestre, produzindo até 366.000 kg/ha de proteína por ano, contra apenas 4.000 kg/ha da soja.
Fonte: Evaluating the nutritional and economic potential of defatted algae cake in aquaculture: A review
