Um projeto no litoral do Paraná busca transformar o peixe-sapo, espécie invasora no Complexo Estuarino de Paranaguá, em alternativa econômica para pescadores artesanais. A iniciativa é liderada pelo Instituto Meros do Brasil, com apoio do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP). Além disso, o projeto avalia o potencial de aproveitamento da espécie e contribui para o controle ambiental.
Atualmente, o peixe-sapo não possui predadores naturais na região. Por isso, ele ameaça a biodiversidade local. A espécie compete por alimento e abrigo com peixes nativos e, consequentemente, impacta a pesca tradicional, que sustenta diversas comunidades costeiras.
O projeto envolve pescadores de seis comunidades: Amparo e Vila São Miguel, em Paranaguá; Antonina; Ilha das Peças; região central de Guaraqueçaba; e a Baía de Superagui. Para isso, os participantes utilizam armadilhas padronizadas e realizam coletas periódicas de dados. Dessa forma, monitoram a presença da espécie e seus impactos ambientais.
Ao mesmo tempo, equipes realizam análises laboratoriais para verificar se a carne do peixe-sapo é adequada para consumo humano. Caso os resultados sejam positivos, o projeto pretende estimular um mercado consumidor para a espécie. Assim, pode surgir uma nova fonte de renda para pescadores. Por outro lado, se o consumo não for recomendado, o plano prevê o abate controlado dos indivíduos.
O projeto terá duração de dois anos. Além disso, busca fortalecer a participação das comunidades pesqueiras na conservação ambiental. Segundo especialistas, a iniciativa reforça a importância da integração entre conhecimento científico e saber local. Portanto, a proposta transforma um problema ecológico em oportunidade socioeconômica.
Fontes: Náutica e Programa Biodiversidade Litoral do Paraná.
