Os resultados da pesquisa mostraram que os peixes alimentados com as dietas contendo o farelo de soja convencional apresentaram sinais evidentes de enterite. Além da inflamação física no intestino, os animais que consumiram a dieta com 40% de farelo de soja convencional registraram uma diminuição na atividade da catalase no fígado. A catalase é uma enzima fundamental que atua como biomarcador de estresse oxidativo, e sua redução indica que a saúde e o bem-estar dos peixes foram afetados negativamente pelo ingrediente comum.
Em contrapartida, os peixes que receberam as dietas com o farelo de soja fermentado não apresentaram sinais de enterite e mantiveram níveis normais de atividade da enzima catalase no organismo. O estudo também revelou que a inclusão do farelo fermentado modulou a microbiota do intestino, favorecendo uma maior abundância de bactérias do gênero Photobacterium. Essas bactérias podem ter um papel mutualista ou comensal, atuando de maneira positiva na manutenção da saúde intestinal e na preservação da capacidade antioxidante desta espécie de peixe.
A conclusão central do estudo é que, embora altos níveis de farelo de soja afetem a saúde intestinal e causem estresse oxidativo no robalo-branco, a versão fermentada do ingrediente se destaca como uma fonte de proteína alternativa totalmente segura e promissora. O processamento por fermentação impede os efeitos negativos na saúde digestiva e ainda influencia positivamente os microrganismos protetores do intestino.
