Potencial da fermentação em estado sólido
O encontro reuniu a comunidade acadêmica, estudantes e profissionais da área para debater a aplicação da fermentação em estado sólido na fabricação de rações. A técnica utiliza fungos e bactérias para diminuir fatores antinutricionais presentes nos resíduos, elevando a digestibilidade e gerando compostos bioativos que beneficiam o desenvolvimento dos peixes.
Com esse processo biotecnológico, materiais que antes possuíam baixo valor comercial ganham uma nova função na cadeia de produção de alimentos. A estratégia viabiliza a inclusão segura e eficiente desses subprodutos na dieta de espécies monogástricas, diversificando as fontes de nutrientes e promovendo maior sustentabilidade para o setor aquícola.
Intercâmbio de conhecimento e inovação
Durante os dois dias de programação, os participantes acompanharam demonstrações práticas e palestras focadas na interseção entre nutrição, alimentos fermentados e meio ambiente. O encerramento do evento contou com a participação da professora Helena Fernandes, da Universidade de Vigo, na Espanha, que detalhou o uso prático dessa fermentação específica em dietas formuladas para peixes.
Os estudos sobre o tema são conduzidos por equipes multidisciplinares do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da instituição mineira. As pesquisas contam com suporte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do projeto Inovação UFLA, iniciativas que reforçam a ponte essencial entre as descobertas de laboratório e a aplicação direta no campo produtivo.
