Substituição inteligente e formulação das dietas
Para testar a eficiência do aditivo vegetal, os cientistas avaliaram cinco dietas isonitrogenadas com níveis crescentes de inclusão do pó das folhas de goiabeira: 0% (controle), 2%, 4%, 6% e 8%. Os alevinos machos monossexo foram mantidos em aquários com condições de qualidade de água rigidamente controladas. A folha de goiabeira é naturally rica em carboidratos, proteínas, minerais e compostos bioativos, como flavonoides, taninos e óleos essenciais, conhecidos por suas propriedades antimicrobianas e antioxidantes.
Respostas expressivas em ganho de peso e conversão alimentar
Ao final do período experimental, os peixes alimentados com a dieta contendo 8% de pó de folha de goiabeira alcançaram os melhores índices zootécnicos. Essa taxa de inclusão proporcionou um ganho de peso individual de 61,57 gramas, frente a 38,53 gramas no grupo controle. A taxa de crescimento específico atingiu 1,00% ao dia, enquanto o índice de conversão alimentar melhorou significativamente, caindo de 1,98 no grupo controle para 1,55 no lote com 8% do aditivo. A taxa de sobrevivência também atingiu seu valor máximo de 80% nesse tratamento.
Fortalecimento do sistema imunológico e defesa antioxidante
A análise do perfil sanguíneo revelou incrementos significativos na contagem de hemácias, concentração de hemoglobina, hematócrito, linfócitos e plaquetas nos peixes alimentados com o aditivo. Além disso, a atividade das enzimas antioxidantes no fígado e nos rins, como glutationa peroxidase, superóxido dismutase e glutationa S-transferase, aumentou progressivamente com a dosagem de goiabeira. Essa elevação protegeu as células contra o estresse oxidativo, evidenciada pela redução acentuada dos níveis de malondialdeído, indicador de lipoperoxidação celular.
Qualidade de carcaça e sustentabilidade produtiva
O uso da folha de goiabeira também promoveu melhorias no rendimento nutricional da carcaça das tilápias, resultando em maiores teores de proteína bruta e lipídeos nos filés. Os autores destacam que o fitoterápico atua estimulando a secreção de enzimas digestivas e otimizando a microbiota intestinal. Como a alimentação representa até 70% dos custos da aquicultura, o uso desse recurso vegetal abundante e barato surge como uma estratégia viável para fortalecer a saúde dos peixes e promover uma produção agrícola mais limpa e rentável.
