Mercado gourmet e logística ampliada
Focada no segmento premium, a linha de conservas inclui ostras, mexilhões e também polvo, mantidos em azeite de oliva. O idealizador da marca, o chef Helton Costa, propõe entregar ao público uma alternativa prática e pronta para o consumo.
Os produtos começaram a ser comercializados por meio do site oficial da empresa. As latas de ostra são vendidas a partir de R$ 99. Nesta fase inicial de inserção no mercado, a empresa ativou uma produção de cinco mil latas mensais para a formação de estoque mínimo, mas a capacidade instalada do negócio pode chegar a até 20 mil unidades ao mês.
Ciência, esterilização e segurança alimentar
O desenvolvimento do produto demandou cerca de um ano e meio de pesquisas e de testes. O objetivo central era garantir que o processo de esterilização comercial, etapa fundamental para o enlatamento, não prejudicasse os atributos sensoriais dos moluscos, mantendo o sabor original, a textura, a aparência e o aroma. O trabalho contou com a colaboração técnica do professor Giustino Tribuzzi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Impacto para Santa Catarina
A inovação tecnológica no processamento surge como um diferencial estratégico para o Estado, que lidera de forma absoluta a produção nacional de ostras e mexilhões de cultivo. Ao transformar um insumo altamente perecível em um produto de prateleira com valor agregado, a iniciativa diversifica as oportunidades de negócio.
A novidade também atua na promoção internacional do município, integrando a tradição da aquicultura local ao reconhecimento de Florianópolis como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO.
Fontes: NSC Total; Correio de Santa Catarina
