O desenvolvimento sustentável e o fortalecimento do cultivo de peixes nativos na bacia amazônica foram o foco de um encontro internacional realizado em Alter do Chão, no município de Santarém (PA). O evento, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) com o apoio da Infopesca e da Embrapa, contou com a participação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para debater as perspectivas da aquicultura na região.
Potencial das espécies nativas
O workshop, intitulado “Estado e perspectivas futuras das principais espécies de peixes comerciais cultivadas na bacia amazônica”, reuniu especialistas para compartilhar informações técnicas essenciais ao setor. Durante as discussões, foram destacadas espécies consideradas estratégicas para a produção local, como tambaqui, pirarucu, pacu, paco, matrinxã e diferentes bagres amazônicos.
Crescimento da aquicultura brasileira
O encontro também serviu para evidenciar a dimensão da atividade aquícola em escala nacional. Segundo informações apresentadas pelo MPA durante o evento, a aquicultura já consolida números que superam amplamente a pesca extrativa no Brasil. Os dados indicam que o setor aquícola produz cerca de 882,3 mil toneladas anualmente, em contraste com as 485,7 mil toneladas registradas pela modalidade extrativa.
Cooperação e políticas públicas
O debate em Alter do Chão integra uma agenda mais ampla de planejamento e cooperação para o futuro da produção de pescado. Além do workshop, a programação contou com uma roda de conversa na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), focada em políticas públicas e cenários futuros para a atividade, e uma visita técnica ao campus do Instituto Federal do Pará.
Fontes: Ministério da Pesca e Aquicultura
