Microminerais quelatados mitigam impactos da proteína de algodão na dieta do camarão-branco

Pesquisadores da Universidade Oceânica de Guangdong, na China, demonstraram que a suplementação com microminerais quelatados pode ser a chave para viabilizar o uso de fontes proteicas vegetais na carcinicultura. O estudo avaliou como a inclusão desses elementos orgânicos ajuda o camarão-branco-do-pacífico (Litopenaeus vannamei) a superar os desafios metabólicos impostos pela substituição da farinha de peixe pelo concentrado proteico de algodão (CPC).

Desafios da substituição proteica

A busca por alternativas sustentáveis à farinha de peixe levou ao aumento do uso do CPC, uma fonte proteica promissora, mas que, em altos níveis, pode prejudicar o crescimento e a saúde intestinal dos crustáceos. Os cientistas observaram que dietas ricas em CPC sem a devida correção mineral resultam em estresse oxidativo e desequilíbrio na flora intestinal, afetando diretamente a produtividade.

O papel dos microminerais quelatados

A pesquisa testou diferentes níveis de substituição de microminerais inorgânicos por quelatos de aminoácidos (Fe, Cu, Mn, Zn). Os resultados indicaram que a inclusão de 40% de microminerais quelatados foi a dose ideal para melhorar significativamente o desempenho fisiológico. Segundo os autores, essa forma orgânica de minerais possui maior biodisponibilidade, sendo absorvida de forma mais eficiente pelo trato digestório do camarão.

Melhoria na imunidade e metabolismo

O grupo de camarões que recebeu a suplementação otimizada apresentou uma melhora notável na capacidade antioxidante e no metabolismo lipídico. Houve um aumento na atividade de enzimas essenciais, como a superóxido dismutase (SOD) e a glutationa peroxidase (GSH-Px), que protegem as células contra danos. Além disso, a análise histológica revelou que os minerais ajudaram a manter a integridade das vilosidades intestinais, prevenindo inflamações comuns em dietas vegetais.

Equilíbrio da microbiota intestinal

Outro ponto crucial destacado pela equipe chinesa foi a modulação da flora intestinal. A suplementação com minerais quelatados favoreceu a presença de bactérias benéficas, como as dos gêneros Rhodobacteraceae e Demequina, enquanto reduziu a abundância de patógenos potenciais. Esse equilíbrio microbiológico é fundamental para a absorção de nutrientes e para a resistência a doenças em sistemas de cultivo intensivo.

Fonte: Effects of amino acid chelate micronutrients on physiology and intestinal flora of Litopenaeus vannamei fed with cottonseed protein concentrate (CPC) replacement of fishmeal in diet

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