Tecnologia e nutrição a partir do descarte
Durante o processamento convencional do pescado, uma quantidade significativa de biomassa é perdida por não apresentar apelo comercial direto ao consumidor final. Para reverter esse cenário de perdas, a equipe da UEAP realiza processos rigorosos de higienização, secagem e moagem dessas partes. O resultado é a produção de farinhas com elevado teor proteico e mineral, além de petiscos elaborados com a carne de camarão.

Essas farinhas nutritivas possuem versatilidade e podem ser facilmente incorporadas à produção de panificados, massas, bolos e biscoitos. Quando utilizadas nas proporções recomendadas, elas enriquecem significativamente o valor nutricional dos alimentos do dia a dia sem causar alterações indesejadas no sabor, no aroma ou na textura dos produtos finais.
Sustentabilidade e desenvolvimento local
O uso total do pescado é um dos destaques do projeto, que utiliza o camarão de maneira integral. Segundo os pesquisadores, a aplicação dessas tecnologias reduz o desperdício causado pelo descarte de matéria orgânica. Além disso, a iniciativa fomenta a bioeconomia ao abrir espaço para que trabalhadores e comunidades locais diversifiquem suas fontes de renda.
O fortalecimento de pesquisas voltadas para o aproveitamento de coprodutos acompanha um movimento nacional do setor aquícola e pesqueiro. A criação de ingredientes industriais, rações e bioinsumos a partir de sobras produtivas eleva a oportunidade de renda, além de mitigar desperdícios. No Amapá, esse modelo de economia demonstra que a inovação científica é peça-chave, conforme destacado em reportagem do G1.
Fontes: G1; UEAP
