Histórico e consolidação do banco genético
Tudo começou em 1995, época em que as primeiras linhagens de algas destinadas ao cultivo foram introduzidas no Brasil. Já em 2017, o Instituto de Pesca consolidou formalmente a estrutura do biobanco, que hoje abriga 12 linhagens selecionadas, englobando estruturas de esporófitos e gametófitos.
Para garantir a sobrevivência e a estabilidade das amostras por longos períodos, o material biológico é submetido a um monitoramento contínuo. Técnicos do laboratório regulam estritamente variáveis críticas como a salinidade da água e a temperatura.
Autonomia científica e proteção de cultivos
Segundo informações compartilhadas pela pesquisadora Valéria Cress Gelli, o objetivo da iniciativa consiste em proteger a variabilidade genética e manter esses recursos disponíveis para estudos científicos futuros e restauração de cultivos marinhos. A especialista aponta que a autonomia nacional é crucial neste segmento, visto que a importação de insumos é complexo.
Mitigação de impactos climáticos e bioeconomia
Além do suporte à ciência, a manutenção do acervo atua diretamente na segurança operacional dos produtores de algas diante das oscilações do clima. As diferentes cepas salvas no local manifestam características muito particulares, o que confere versatilidade ao banco biológico.
Entre as distinções avaliadas nas linhagens estão o ritmo de crescimento, a coloração dos tecidos, a concentração de pigmentos naturais, a taxa de produtividade e a concentração de carragenana, amplamente utilizada por indústrias alimentícias e farmacêuticas.
Em um cenário de expansão da bioeconomia e busca por sustentabilidade, o biobanco diminui os riscos de perdas econômicas irreparáveis. A iniciativa consolida-se como ferramenta de desenvolvimento estratégico, impulsionando a competitividade e a segurança em diversas vertentes do agronegócio e da aquicultura brasileira.
Fontes: Planeta Campo
