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    Cultivo integrado: consórcio entre lambari e camarão mostra resultados promissores em viveiros escavados

    A busca por sistemas de produção mais eficientes tem impulsionado novas pesquisas na aquicultura brasileira. Um estudo recente realizado pelo Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Jaboticabal, São Paulo, avaliou a produção integrada de três espécies em viveiros escavados. Os pesquisadores testaram o consórcio entre o lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax lacustris), o camarão gigante de rio (Macrobrachium rosenbergii) e o curimbatá (Prochilodus lineatus). O objetivo central foi entender o desempenho e a convivência desses animais em um ciclo de produção curto de 62 dias.

    Desempenho e alimentação

    Durante o experimento, apenas os lambaris receberam ração comercial de forma direta. As outras espécies se alimentaram das sobras, dos resíduos orgânicos e dos organismos naturais presentes nos tanques. O lambari-do-rabo-amarelo se destacou de forma bastante positiva, atingindo o tamanho comercial em cerca de dois meses com uma alta taxa de sobrevivência que variou entre 62% e 70%. A adição do curimbatá no mesmo espaço não afetou o crescimento do lambari e nem prejudicou a qualidade da água, o que confirma o excelente potencial da espécie para ciclos rápidos de engorda.

    Desafios na interação de espécies de fundo

    A interação entre os animais de fundo, contudo, revelou desafios importantes para o manejo. O camarão manteve uma ótima sobrevivência de 89%, mas o seu peso médio final caiu 34% e a produtividade total diminuiu 25% quando o curimbatá estava presente. O curimbatá também apresentou um crescimento muito limitado e um desempenho abaixo do esperado sob esse modelo de ciclo curto, alcançando uma sobrevivência média de 75%. Estes resultados apontam para uma competição ecológica direta por recursos e por espaço no fundo dos viveiros.

    Ganhos de eficiência e viabilidade

    Apesar dessa restrição entre as espécies de fundo, o sistema integrado demonstrou ganhos valiosos de eficiência geral. A Taxa de Conversão Alimentar (FCR), indicador que mede a eficiência com que a ração se transforma em carne, melhorou em cerca de 20% no sistema conjunto em comparação com o desempenho exclusivo do lambari. Ademais, a presença do curimbatá ajudou a diversificar os produtos para o mercado e ampliou a reciclagem de nutrientes na água. A pesquisa atesta que a união entre lambaris e camarões é altamente viável na prática, mas exige cautela e novas estratégias de adaptação caso o produtor deseje incluir o curimbatá na mesma área.

    Leia o artigo na íntegra

    Para os produtores e demais profissionais da aquicultura interessados em diversificar a produção e otimizar o uso dos seus viveiros, convidamos à leitura do artigo científico completo na publicação original para um aprofundamento no tema.

    Fonte: Culture of yellow-tail lambari integrated with benthic species in earthen ponds

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