Durante 90 dias, os peixes juvenis foram alimentados com dietas contendo diferentes níveis de substituição da farinha tradicional por T. molitor, nas proporções de 0%, 10%, 20% e 30%. Após esse período de nutrição, os animais foram expostos à bactéria patogênica Aeromonas veronii para que a equipe pudesse testar sua resistência real aos desafios sanitários. As avaliações do tecido do fígado dos peixes, realizadas 24 e 48 horas após a infecção, revelaram que os grupos com maior inclusão do inseto na dieta sofreram danos hepáticos significativamente menores.
Os resultados práticos indicaram que a dieta com o inseto aumentou a atividade de enzimas de defesa imunológica, identificadas no estudo pelas siglas ACP, ALP e LZM. Os pesquisadores observaram que essa atividade protetora crescia de acordo com o aumento da proporção de substituição na ração e o tempo de infecção. Por outro lado, indicadores que medem a capacidade antioxidante dos peixes (como SOD, CAT e T-AOC) diminuíram, enquanto os níveis de malondialdeído (MDA) subiram. Isso sugere que a forte ativação do sistema imune para combater a bactéria pode vir acompanhada de um estresse oxidativo temporário no fígado.
A análise genética aprofundada confirmou a eficácia da nova dieta: a substituição de 30% por T. molitor ativou centenas de genes e rotas metabólicas vitais. Essas vias incluem o processamento de antígenos e sinalizações celulares cruciais para regular as respostas inflamatórias e manter o equilíbrio de energia do animal. Em resumo, a pesquisa comprova que a suplementação com o inseto não apenas funciona como uma alternativa sustentável para a nutrição, mas também melhora a capacidade da espécie P. ussuriensis de combater doenças na prática.
Para os produtores, técnicos e demais profissionais da aquicultura interessados em compreender profundamente a regulação metabólica e obter orientações valiosas para o uso sustentável de proteínas de insetos, convidamos à leitura do artigo científico completo na publicação original.










