Testes com bioprodutos na lavoura
A pesquisa testou dois fertilizantes comerciais (aqui chamados de FR e FG) enriquecidos com extrato das macroalgas marinhas Kappaphycus alvarezii e Ascophyllum nodosum, associados a uma mistura aquosa de três microalgas (Arthrospira platensis, Tetradesmus obliquus e Chaetoceros muelleri). O objetivo era avaliar os efeitos desses bioprodutos no desenvolvimento das plantas e no rendimento final dos grãos, aplicando-os tanto no tratamento das sementes antes do plantio quanto por meio de pulverização foliar durante o ciclo de cultivo.
Resultados expressivos de produtividade
Os resultados foram expressivos. O tratamento das sementes com o fertilizante comercial FR promoveu um aumento de 19,37% no número de perfilhos (as hastes secundárias da planta) e de 8,47% na altura das plantas. Mais impressionante ainda foi o impacto na produtividade: quando esse mesmo tratamento de sementes foi combinado com a aplicação foliar da mistura de microalgas, a produtividade da cevada aumentou 32,22%. Já a combinação do tratamento de sementes com FR e a aplicação foliar do fertilizante FG resultou em um ganho de 32,85% na colheita.
Os maiores ganhos, no entanto, ocorreram quando o tratamento de sementes (com FR) foi comparado a áreas onde as sementes não receberam tratamento, mas receberam as aplicações foliares. Nesses cenários, os incrementos na produtividade chegaram à marca de 49,73% (com o fertilizante FG) e 50,53% (com o extrato de microalgas), alcançando impressionantes 2.361 kg por hectare. Esses números ressaltam o enorme potencial das algas repletas de nutrientes, vitaminas e hormônios naturais que estimulam o crescimento para tornar a agricultura mais eficiente e resiliente.
A revolução da biotecnologia azul
Para os produtores interessados em adotar alternativas biológicas e entender os mecanismos por trás desses resultados, a leitura do trabalho original é indispensável. Convidamos você a acessar o artigo completo na publicação oficial para descobrir todos os detalhes deste estudo inovador e como a biotecnologia azul pode revolucionar o manejo das suas lavouras.










