A garoupa é muito valorizada na aquicultura comercial devido ao seu crescimento rápido e alto valor nutricional. Para evitar os impactos ambientais negativos das fazendas tradicionais, os produtores têm adotado o RAS, uma tecnologia moderna que reduz drasticamente o uso de água e a poluição. O grande desafio desse sistema moderno, no entanto, é o acúmulo de amônia tóxica liberada pelos peixes. Ao adicionar as macroalgas como filtros biológicos no cultivo, os cientistas buscaram entender como elas afetam as comunidades de bactérias de todo o sistema durante um período de trinta dias.
Os resultados revelaram que a presença da alga aumentou significativamente a diversidade da microbiota, que é o conjunto de microrganismos, em três frentes principais: na água de cultivo, no intestino da garoupa e na ficosfera, que é o microambiente aquático que envolve a própria alga. Na biologia e na aquicultura, uma alta diversidade microbiana é um forte indicador de que o ecossistema está estável e o hospedeiro está saudável. Esse aumento de diversidade ajuda a manter o equilíbrio do sistema de produção, melhorando a resistência dos peixes a distúrbios ambientais.
Além de aumentar a diversidade, a alga vermelha alterou positivamente os tipos de bactérias presentes. No intestino dos peixes, por exemplo, os pesquisadores notaram que bactérias que podem atuar como causadoras de doenças foram substituídas por grupos bacterianos benéficos, intimamente associados ao bom funcionamento do metabolismo. Assim, a pesquisa comprova que cultivar algas e peixes juntos cria um equilíbrio ecológico que reduz a dependência de medicamentos e de trocas de água, promovendo o crescimento saudável das garoupas e sua resistência natural a doenças.
Para os produtores e profissionais do setor que buscam inovar em suas práticas de manejo, a inclusão estratégica de macroalgas nos sistemas de recirculação desponta como uma solução prática e promissora. Caso você queira se aprofundar nos métodos precisos, gráficos e nos dados estatísticos completos dessa pesquisa inovadora, convidamos você a acessar e ler o artigo científico original na íntegra.










