A União Europeia suspendeu as exportações brasileiras de produtos de origem animal, gerando novamente preocupação entre os setores produtivos do país, incluindo a aquicultura brasileira. A medida passa a valer a partir de 3 de setembro e foi justificada pela não apresentação de garantias suficientes de conformidade com os padrões sanitários exigidos pelo bloco europeu.
Apesar da decisão, o governo brasileiro afirma que segue protocolos específicos de segurança sanitária e destaca que os setores aquícolas nacionais não possuem relação com as irregularidades apontadas pelas autoridades europeias.
Setor aquícola demonstra preocupação
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão impacta diferentes exportações brasileiras de produtos de origem animal. O governo informou que mantém diálogo com as autoridades da União Europeia para buscar esclarecimentos e tentar reverter os efeitos da medida sobre os setores atingidos.
Em nota, a associação Peixe BR destacou que a aquicultura brasileira não possui registros ou envolvimento com os problemas sanitários mencionados pela União Europeia. A entidade relembrou ainda que situação semelhante ocorreu em 2018, quando o pescado cultivado no Brasil também enfrentou restrições no mercado europeu devido a problemas relacionados à pesca em alto mar.
Discussões técnicas devem definir próximos passos
De acordo com informações divulgadas pelo Globo Rural, autoridades brasileiras e europeias devem discutir protocolos específicos para cada grupo de proteína animal, considerando que diferentes setores estão sendo afetados pela decisão.
“Produtos diferentes devem ser tratados de maneira diferente. Cada um tem uma especificidade. São questões bastante técnicas. Até porque precisamos entender exatamente o que a União Europeia quer de exigências extras”, afirmou Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária.
A expectativa do governo brasileiro é que a União Europeia avalie os dados apresentados pelo país e que o Brasil volte a integrar a lista de exportadores habilitados para o mercado europeu.
A Aquaculture Brasil seguirá acompanhando as negociações com atenção, diante da importância do mercado internacional para a cadeia produtiva brasileira e dos impactos econômicos que eventuais restrições comerciais podem provocar.
Fontes oficiais:
Globo Rural e
Ministério da Agricultura e Pecuária.
