Coordenada pelo professor Ulisses de Pádua Pereira, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da instituição, a pesquisa amplia as ações contínuas do Laboratório de Bacteriologia de Peixes (LABBEP). A iniciativa aplica a perspectiva de Saúde Única, abordando simultaneamente as esferas de proteção animal, humana e ambiental no ambiente aquático.
Foco na interação patógeno-hospedeiro
Os pesquisadores direcionam as análises microscópicas para as bactérias do gênero Edwardsiella, agentes causadores da doença. O objetivo primário é mapear detalhadamente os fatores de virulência que justificam a preferência do microrganismo por determinados hospedeiros.
Na prática, a equipe observa que algumas cepas bacterianas afetam predominantemente os ciclídeos, grupo no qual a tilápia está inserida, enquanto outras atacam com mais severidade os siluriformes, a exemplo dos bagres. Para entender essa dinâmica biológica, o grupo aplica o método de análise de expressão gênica global.
Esse mapeamento consiste em comparar as respostas dos genes da bactéria ao entrarem em contato com tecidos de diferentes peixes. Dessa forma, torna-se possível identificar as estruturas responsáveis pelo sucesso da infecção e, consequentemente, direcionar os esforços para fórmulas preventivas.
Imunização por injeção e imersão
Com base nos dados genéticos colhidos, o projeto avança para as etapas de formulação e validação de vacinas voltadas às principais espécies da piscicultura. Os protocolos de sanidade animal em avaliação englobam duas frentes de aplicação para as propriedades.
A primeira técnica testada é a imunização por via injetável, método tradicional e já consolidado no manejo preventivo. Simultaneamente, o grupo desenvolve o formato de vacinação por imersão, um processo em que os peixes absorvem a solução protetora diretamente do ambiente aquoso em que estão mantidos.
De acordo com as informações publicadas pela instituição, as validações preliminares deverão ser finalizadas nos próximos anos. A meta final do grupo é fortalecer a sanidade da cadeia aquícola, mitigando perdas econômicas para os produtores e melhorando a segurança sanitária.
Fontes: O Perobal – UEL
