- Advertisment -
Sea Scient Group

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Pesquisadores criam “impressão digital” química para rastrear origem da tainha

A identificação precisa da origem geográfica de peixes acaba de ganhar uma importante aliada tecnológica. Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma “impressão digital” química capaz de rastrear a procedência da tainha, espécie de grande relevância econômica e cultural no país. A inovação utiliza ferramentas avançadas de análise para identificar padrões metabólicos relacionados ao ambiente onde os animais vivem, auxiliando diretamente na rastreabilidade da cadeia produtiva e no combate a fraudes.O estudo, conduzido por equipes da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e Embrapa Instrumentação (SP) — em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) —, focou na análise da tainha capturada em três localidades distintas: a Lagoa de Araruama (RJ), a Baía de Sepetiba (RJ) e a costa de Santa Catarina. O financiamento da pesquisa foi realizado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Metabolismo revela a procedência

A técnica central utilizada pelos cientistas foi a Ressonância Magnética Nuclear de Roton (RMN). Esse mecanismo permite detectar compostos específicos nos tecidos dos peixes que carregam informações detalhadas sobre o seu ambiente de origem. Entre as características identificadas estão indicadores ligados ao próprio habitat, à salinidade da água, ao comportamento fisiológico e à alimentação dos animais.

Equipamento analítico utilizado em testes químicos para identificação de metabólitos em peixes.
Ferramentas tecnológicas avançadas permitem mapear compostos ambientais nos tecidos dos peixes. (Foto: Pedro Coppi)

Os resultados das coletas, realizadas em diferentes épocas do ano, demonstraram, por exemplo, que a Lagoa de Araruama — considerada a maior lagoa hipersalina permanente do mundo — exerce uma influência direta e marcante no metabolismo da tainha. Foram observadas alterações significativas nos mecanismos de osmorregulação, no metabolismo energético e no perfil de aminoácidos dos peixes dessa região, diferenciando-os dos espécimes dos outros locais avaliados.

Segurança alimentar e agregação de valor

A capacidade de distinguir, com alta precisão, a origem do pescado tem impactos diretos para o setor. Com ferramentas mais robustas, é possível fortalecer a segurança alimentar e apoiar os sistemas de controle governamentais e comerciais. Segundo os pesquisadores, a Ressonância Magnética Nuclear provou ser uma tecnologia chave para o mapeamento metabólico da espécie.

Além de verificar a autenticidade do produto, a rastreabilidade aprimorada permite que o mercado reconheça e valorize características associadas a determinadas regiões geográficas e sistemas de produção específicos. O estudo completo, intitulado “Application of Magnetic Resonance Tools for Qualification and Traceability of Mullets“, foi publicado na revista científica especializada Fishes.

Fontes: Embrapa

- Advertisement -
Veromar

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
- Advertisment -
dsm-firmenich

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →

Veja também

- Advertisment -
INVE Aquaculture

Por que estou vendo isso?

Para manter o conteúdo 100% gratuito, a Aquaculture Brasil conta com o apoio de parceiros referência no setor.

Visitar parceiro →
Posts relacionados