Eficiência hídrica e tolerância ao calor
Essa nova tecnologia consegue absorver e armazenar entre 40 e 60 vezes o seu próprio peso seco em água. Esse volume retido passa a ser liberado para o solo de maneira lenta e controlada à medida que a terra ao redor começa a secar. O mecanismo assegura umidade constante na raiz, otimizando o desenvolvimento vegetal mesmo em períodos de seca prolongada. As descobertas foram publicadas no Journal of Environmental Chemical Engineering.
Para chegar à composição ideal, os pesquisadores testaram três formulações: uma isolada de quitosana, uma pura de alginato e uma opção combinando ambas as matérias-primas. Os ensaios laboratoriais comprovaram que a fórmula mista oferece o desempenho mais equilibrado, unindo a resistência mecânica da estrutura com a alta capacidade de absorção. Os compostos mantiveram-se estáveis em temperaturas de até 40°C.
Futuro com fertilização e segurança ecológica
As próximas fases da pesquisa buscam agregar valor multifuncional ao polímero biodegradável. Os cientistas pretendem incorporar micronutrientes e fertilizantes naturais diretamente na estrutura porosa do gel. Dessa forma, além de atuar como um reservatório contra a escassez de água, o insumo funcionará como um dispositivo de liberação lenta de nutrientes, maximizando a eficiência da adubação tradicional e mitigando as perdas no solo.
Os pesquisadores também planejam validar o hidrogel em cenários reais de cultivo agrícola de larga escala. Nesses experimentos, o material enfrentará diferentes níveis de acidez e salinidade na terra, além de variações na qualidade da água de irrigação. Estudos complementares para verificar a existência de algum impacto no solo ou nos seres vivos serão conduzidos em paralelo para atestar a total segurança ambiental da tecnologia antes de sua transferência para o mercado produtivo.
Fontes: Universidad de Sevilla
