Tilápia sustenta a hegemonia continental
A piscicultura em águas continentais permaneceu como o pilar central da produção aquícola, respondendo por 169.813,52 toneladas — fatia correspondente a 94,54% de toda a safra registrada. Nesse segmento, a tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) manteve ampla soberania, com cerca de 168 mil toneladas produzidas.
A malacocultura ocupou a segunda posição em volume, somando 8.807,37 toneladas (4,90% do total). Já a algicultura alcançou 997,56 toneladas (0,56%), impulsionada pelo cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii, atividade estratégica para a diversificação de renda de maricultores costeiros.
Concentração no Sudeste e destaques estaduais
A distribuição geográfica aponta forte concentração no Sudeste, que produziu aproximadamente 94,8 mil toneladas e concentrou mais da metade do resultado nacional. Em seguida figuram o Nordeste (34,6 mil t), Sul (27,3 mil t), Centro-Oeste (22,3 mil t) e Norte (712 t).
Entre os estados, São Paulo liderou com folga ao registrar 64,5 mil toneladas. Minas Gerais garantiu o segundo lugar, com 30 mil toneladas, seguido pelo Paraná, com 18 mil toneladas. Pernambuco (15,3 mil t), Goiás (11,9 mil t), Mato Grosso do Sul (10,2 mil t) e Santa Catarina (9,3 mil t) completam os principais polos produtores do levantamento.
Avanço das cessões de uso
O crescimento produtivo reflete a ampliação dos contratos de cessão de uso, o número de permissões ativas passou de 1.422 em 2024 para 1.551 em 2025, divididas entre 784 áreas de interesse social, 764 econômicas e três dedicadas à pesquisa científica.
Durante o evento em Brasília, a secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, ressaltou que as informações obtidas a partir dos Relatórios Anuais de Produção (RAPs) subsidiam ações de monitoramento ambiental e mitigação de impactos climáticos. A secretária também frisou a necessidade de ampliar o apoio a espécies nativas, a exemplo de tambaqui e matrinxã, respeitando as vocações de cada bacia hidrográfica.
