O cultivo foi realizado em um sistema IMTAS totalmente automatizado e integrado. O trabalho foi realizado em um sistema chamado IMTAS (Indoor Multi-Techno Aquaculture System), que combina unidade de produção, floculação e fitorremediação com macroalgas, tudo monitorado por sensores, válvulas e alimentadores automatizados conectados via Internet das Coisas (IoT). Nesse arranjo, o próprio biofloco gerado é recirculado, filtrado, parcialmente reutilizado como alimento e tem sua comunidade microbiana constantemente renovada.
O bioflocos bem manejado remodela positivamente o microbioma intestinal e tende a aumentar eficiência e resistência do camarão. Os autores concluem que o cultivo em bioflocos, quando bem manejado com ajuste de C/N e uso de probiótico adequado, remodela positivamente o microbioma intestinal do camarão, aumentando diversidade e dominância de bactérias benéficas. Essa modulação microbiana tende a se traduzir em maior eficiência nutricional, melhor capacidade antioxidante e maior resistência a estresses, reforçando o bioflocos como estratégia promissora para elevar a produtividade e a sanidade na carcinicultura intensiva.
