Ação antioxidante e regeneração tecidual
A introdução do resveratrol reverteu esse quadro de declínio de maneira expressiva. Os grupos suplementados com o polifenol recuperaram os índices de crescimento e eficiência alimentar, igualando-se ao grupo controle. De acordo com as análises histológicas, o resveratrol reduziu o descolamento celular e preservou a altura dos vilos intestinais, minimizando as injúrias inflamatórias causadas pela dieta restritiva. O composto atuou diretamente na elevação da capacidade antioxidante total e na atividade de enzimas imunológicas essenciais, como a superóxido dismutase e a catalase.
Modulação da microbiota e resistência a patógenos
Outro achado crítico envolveu a modulação da microbiota intestinal. A dieta rica em CAP havia provocado disbiose, reduzindo táxons benéficos e elevando a abundância de bactérias potencialmente patogênicas, como as do gênero Vibrio. A inclusão do resveratrol restabeleceu o equilíbrio microbiano, promovendo o aumento de microrganismos aliados e reduzindo drasticamente a carga de patógenos no trato digestório. Essa reestruturação resultou em maior robustez imunológica: após um desafio biológico com a bactéria Vibrio parahaemolyticus, a taxa de sobrevivência dos camarões tratados com o aditivo vegetal foi significativamente superior à do grupo sem proteção. Os autores concluem que o resveratrol atua como um regulador funcional indispensável para viabilizar formulações com baixo teor de farinha de peixe na carcinicultura moderna.
