BRICS reconhece papel estratégico da pesca e aquicultura para a segurança alimentar global

Durante a 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS, realizada na Índia nos dias 12 e 13 de junho, a pesca e a aquicultura foram citadas como pilares estratégicos para a produção global de alimentos. Regido pelo tema central “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, o encontro reuniu representantes governamentais para discutir a importância do setor aquático no combate à fome, na garantia da segurança alimentar e na geração de emprego e renda.Os países que atualmente compõem o BRICS concentram uma grande parcela da produção mundial do setor. Juntas, essas nações respondem por mais de 60% de todo o pescado produzido globalmente. A liderança é ainda mais expressiva no segmento de algas, onde o bloco detém 85% da produção mundial de algas.

Declaração conjunta dos ministros

Durante o evento foi realizada a Declaração Conjunta da 16ª Reunião dos Ministros da Agricultura do BRICS. O documento aborda a importância da pesca e aquicultura na geração de emprego, renda e segurança alimentar.

No âmbito das discussões multilaterais, o Governo do Brasil assumiu uma postura afirmativa ao colocar a pauta pesqueira e aquícola no centro dos debates. Conforme os registros divulgados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, a delegação nacional apresentou as duas atividades como elementos indispensáveis para a consolidação da segurança alimentar e nutricional entre as nações parceiras.

Nesse contexto, a discussão promovida durante a reunião do BRICS ganha ainda mais relevância. Os dados do SOFIA 2026 mostram que os alimentos aquáticos desempenham papel fundamental na alimentação global, fornecendo proteínas e nutrientes essenciais para bilhões de pessoas.

O BRICS

O objetivo central do BRICS permanece focado no fomento à cooperação mútua e no desenvolvimento socioeconômico de seus onze membros atuais: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia.

Fontes: Ministério da Pesca e Aquicultura

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