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Cianobactérias geram energia contínua e podem substituir baterias descartáveis

Pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveram uma tecnologia inovadora que utiliza microrganismos fotossintéticos para gerar eletricidade de maneira sustentável. O sistema é baseado em cianobactérias capazes de produzir uma corrente elétrica contínua e de baixa potência, mantendo o funcionamento até mesmo durante períodos sem luminosidade. A inovação surge como uma alternativa para diminuir a dependência de baterias descartáveis em pequenos equipamentos.

Funcionamento da biocélula

O mecanismo aproveita o processo natural de fotossíntese. As cianobactérias capturam a luz solar e o dióxido de carbono do ambiente e, durante essa atividade, geram um fluxo de elétrons. A equipe de cientistas conseguiu criar um método para captar parte dessa movimentação, convertendo-a diretamente em eletricidade.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia aproveita essa dinâmica biológica sem causar danos aos microrganismos. A biocélula tem a capacidade de se manter ativa por todo o tempo em que as bactérias continuarem vivas. Um protótipo construído pelo grupo de pesquisa já demonstrou essa durabilidade, operando de forma ininterrupta por um período de seis anos.

Aplicações e próximos passos

Atualmente, o uso do sistema é direcionado para dispositivos que demandam baixo consumo energético, a exemplo de sensores, alarmes de fumaça e controles remotos. O líder científico do projeto no Departamento de Bioquímica de Cambridge, Paolo Bombelli, aponta que o objetivo central é criar uma alternativa viável para substituir as baterias convencionais de forma ecológica.

Apesar do grande potencial biotecnológico, a capacidade de geração de energia ainda é considerada baixa. Contudo, a equipe avalia que avanços na eficiência do sistema poderão expandir seu uso, viabilizando a aplicação em comunidades rurais e áreas isoladas que não possuem acesso constante à rede elétrica. Com apoio do fundo BBSRC Impact Acceleration Account, o grupo agora reúne profissionais de bio-design e engenharia elétrica para superar o desafio de transformar a tecnologia em um produto comercial.

Fontes: Universidade de Cambridge

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