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Brasil e Japão ampliam parceria pela economia azul

Representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizaram uma missão oficial no Japão, entre os dias 17 e 22 de agosto, com o objetivo de fortalecer acordos comerciais e impulsionar projetos voltados à economia azul. A delegação brasileira, liderada pelo secretário-executivo Lázaro Medeiros e pelo secretário nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Carlos de Mello, participou de agendas estratégicas com o governo japonês e com o setor privado asiático.Durante o período, o grupo marcou presença na feira Japan International Seafood & Technology, evento direcionado a fornecedores e compradores globais. A participação brasileira visou identificar tendências de processamento tecnológico e abrir novos canais de exportação para a aquicultura e a pesca nacional.

Oportunidades comerciais para o pescado brasileiro

Em encontro com o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão (MAFF), a comitiva discutiu sobre o mercado do pescado brasileiro. Incluindo espécies consolidadas como tilápia, atum, lagosta, camarão e corvina, além de peixes amazônicos, a exemplo do tambaqui e do pargo.

A agenda de mercado também contou com visitas técnicas ao Mercado Metropolitano de Peixe de Toyosu, em Tóquio, e reuniões com a Agência Nacional de Pescas do Japão e autoridades diplomáticas brasileiras.

Foco no cultivo de algas e sustentabilidade

Outro eixo central da missão foi o diálogo com o Ministério do Meio Ambiente do Japão para avançar em pautas de conservação marinha, uso sustentável dos oceanos e desenvolvimento de comunidades pesqueiras. O grande destaque foi a produção de algas, tema que vem ganhando força nas tratativas bilaterais desde a COP30.

Para estruturar essa cadeia produtiva, o MPA e a Rede Algicultura BR apresentaram o projeto “Blue Seaweed Carbon Brasil-Japão: Carbono Azul, Serviços Ecossistêmicos, Bioeconomia Azul e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável da Algicultura Brasileira”. A iniciativa prevê a implantação de cultivos-piloto de macroalgas nativas na região Nordeste do Brasil. Além do aspecto produtivo, o projeto engloba metodologias de sequestro de carbono, monitoramento ambiental e o desenvolvimento de bioprodutos avançados, como bioinsumos agrícolas e suplementos voltados à redução das emissões de metano na pecuária.

Fontes: MPA

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