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Projeto em parceria com a UFMS fortalece o desenvolvimento da piscicultura no Pantanal.

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em cooperação com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), aprovou a captação de R$ 4,44 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos viabilizarão o Programa de Avanço Tecnológico de Espécies Piscícolas do Pantanal (PANTEQ), iniciativa voltada à modernização e ao aprimoramento técnico do cultivo de peixes nativos no estado.Com foco voltado à produção de pacu (Piaractus mesopotamicus), o projeto estabelece uma plataforma integrada para elevar os padrões zootécnicos da espécie. O trabalho pretende aproximar o conhecimento científico gerado nas universidades da rotina dos produtores rurais, solucionando entraves de manejo, sanidade e conservação do produto final.

Apoio técnico à piscicultura familiar

A execução do programa articula a pesquisa aplicada diretamente às demandas de campo, com ênfase no atendimento aos agricultores familiares sul-mato-grossenses. A proposta contempla o compartilhamento de infraestrutura científica e a transferência contínua de conhecimentos, assegurando que os protocolos validados cheguem com agilidade às propriedades parceiras.

A expectativa é que a integração entre a pesquisa científica e o produtor rural resulte em maior eficiência zootécnica, sustentabilidade ambiental e estabilidade de renda para as famílias que dependem da atividade aquícola na região pantaneira.

Cinco frentes de desenvolvimento tecnológico

O cronograma do PANTEQ está dividido em cinco componentes estratégicos ao longo da cadeia produtiva:

  • Sanidade e biosseguridade: desenvolvimento e padronização de protocolos sanitários e preventivos para mitigar perdas e otimizar os sistemas de produção.
  • Bem-estar animal: uso de soluções naturais, como óleos essenciais e compostos bioativos, visando reduzir o estresse e reforçar a imunidade dos peixes.
  • Qualidade e conservação: formulação de diretrizes técnicas para elevar a qualidade da carne processada e permitir a abertura de mercados de maior valor agregado.
  • Validação e escalonamento: testes práticos das metodologias em ambiente real de cultivo, em conjunto com piscicultores parceiros.
  • Transferência de tecnologia: treinamento de técnicos, produtores e estudantes, acompanhado da elaboração de manuais e materiais didáticos para o setor.

Equipe

Os trabalhos contam com pesquisadores das duas instituições públicas de ensino superior. Pela UEMS, integram o corpo docente os pesquisadores Cristiane Meldau de Campos Amaral, André Luiz Julien Ferraz, Deliane Cristina Costa, Dalton Mendes de Oliveira e Claudia Andrea Lima Cardoso.

Já a equipe da UFMS, que participa como coexecutora, reúne os professores Carlos Eurico dos Santos Fernandes, Jayme Aparecido Povh e Susana Amaral Teixeira.

Fontes: Notícias UEMS

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