Piscicultura brasileira fecha primeiro semestre de 2026 com alta no consumo interno

A piscicultura brasileira registrou um desempenho comercial positivo no mercado interno durante a primeira metade de 2026. Segundo informações divulgadas em nota oficial pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o aumento no consumo de pescados cultivados foi impulsionado significativamente pelo período da Quaresma, mantendo a demanda interna aquecida.

Liderança da tilápia e dos peixes nativos

A tilápia consolidou ainda mais sua posição estratégica como a espécie de cultivo mais consumida no território nacional. Esse resultado reflete os investimentos contínuos realizados pela cadeia produtiva em frentes como processamento industrial, logística de distribuição e diversificação do portfólio de produtos finais. No segmento de peixes nativos, o grande destaque na preferência do consumidor brasileiro foi o tambaqui.

Alertas no comércio exterior e importações

Apesar do bom momento no cenário interno, a entidade destaca que o setor precisa manter a atenção voltada para questões internacionais. No comércio exterior, o foco principal recai sobre as exportações para os Estados Unidos, o maior comprador do pescado brasileiro. Embora existam projeções de crescimento nos embarques, o avanço real depende diretamente do acompanhamento de decisões bilaterais entre os governos do Brasil e dos EUA.

Paralelamente, a importação de filé de tilápia vindo do Vietnã tem gerado forte preocupação na cadeia produtiva nacional. Conforme pontuado pela Peixe BR, o produto estrangeiro chega ao mercado brasileiro com custos muito baixos, competindo de forma desequilibrada e com potenciais riscos sanitários decorrentes das diferenças de regulamentação entre os dois países.

Prospecção para a segunda metade do ano

Segundo Francisco Medeiros, as expectativas para o segundo semestre são positivas:

“O consumo continua aquecido e confirma o comportamento observado na última década para os peixes de cultivo. É um mercado que segue em expansão, mas os riscos sanitários e regulatórios também aumentaram. Para o segundo semestre, esperamos uma recuperação natural do consumo com a elevação das temperaturas e, se houver estabilidade nas questões regulatórias e comerciais, também uma retomada das exportações”

Fontes: Peixe BR

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