Durante as análises, peixes juvenis foram divididos e aclimatados em tanques especiais por um período de três semanas. Um grupo de controle foi mantido em condições de normóxia, que representa os níveis normais de 100% de saturação de ar na água. Em contrapartida, o grupo de tratamento foi submetido a uma hiperóxia contínua de 150% de saturação de ar. Após esse período de aclimatação, os cientistas mediram a taxa metabólica dos animais por meio de exercícios exaustivos, avaliando indicadores cruciais de desempenho energético e respiratório.
Os resultados revelaram descobertas muito interessantes para o manejo na aquicultura, mostrando que a aclimatação crônica à hiperóxia por três semanas não gerou impactos significativos na taxa metabólica geral dos peixes testados. No entanto, todos os animais apresentaram um aumento notável em sua taxa metabólica máxima e no escopo aeróbico quando foram expostos rapidamente à hiperóxia durante as fases de exercício intenso e recuperação. Isso demonstra que o oxigênio extra traz benefícios agudos e imediatos em situações de alto estresse físico para os peixes, mas a manutenção constante e prolongada nesses níveis elevados não maximiza essas vantagens.
Apesar da ausência de mudanças drásticas na respiração geral, a vivência prolongada na hiperóxia provocou ajustes sutis no sangue dos animais. Os peixes tratados apresentaram uma redução no conteúdo médio de hemoglobina em suas células, uma queda nos níveis de metemoglobina e uma leve diminuição no pH dos glóbulos vermelhos. Essas informações são valiosas para refinar as práticas de oxigenação em criações intensivas. Se você achou este tema relevante para o seu dia a dia na produção e deseja explorar a fundo todos os dados biológicos, testes e gráficos fisiológicos, recomendamos a leitura do artigo científico original na íntegra.
Fonte: Hyperoxia acclimation and the aerobic response in red drum (Sciaenops ocellatus)










