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    Novos modelos matemáticos ajudam produtores a prever o consumo de ração da corvina-legítima e reduzir custos na aquicultura

    A corvina-legítima (Argyrosomus regius) desponta como uma espécie promissora para diversificar a aquicultura marinha. Para maximizar esse potencial e evitar a saturação do mercado com espécies tradicionais, é fundamental reduzir os custos de produção. Como a alimentação pode representar mais de 50% das despesas operacionais, pesquisadores da empresa SPAROS Lda., em Portugal, e da Universidade de Bergen, na Noruega, uniram forças para criar ferramentas precisas de manejo alimentar. O objetivo central do estudo foi desenvolver modelos matemáticos capazes de prever o consumo de ração da espécie com base no peso, na temperatura da água e na composição da dieta.

    Análise de dados e nutrição

    Ao invés de testes em campo, a equipe reuniu um vasto banco de dados com informações de publicações científicas e tabelas comerciais de alimentação. Eles avaliaram 27 modelos matemáticos diferentes para entender o que mais influencia o apetite dos peixes. Os resultados mostraram que o nível de lipídios, ou seja, a gordura presente na ração, é o fator nutricional que mais dita o consumo alimentar da corvina. Além disso, os modelos que fixaram o expoente de peso corporal em uma fração de dois terços, seguindo a teoria do Orçamento Dinâmico de Energia, apresentaram os melhores ajustes de precisão.

    Impacto da temperatura da água

    A temperatura da água provou ser uma peça chave na escolha da melhor equação matemática para o dia a dia da fazenda. Em águas com temperaturas consideradas ideais para a espécie, que variam de 24 a 29 graus Celsius, modelos mais simples conseguem prever o consumo de alimento com grande eficácia. No entanto, quando a água esquenta demais e ultrapassa esse limite ideal, atingindo por exemplo a marca de 30 graus Celsius, o apetite do peixe sofre alterações. Nesses cenários mais quentes, os produtores precisam adotar modelos matemáticos mais complexos para capturar com exatidão a queda no consumo de ração.

    Benefícios para a aquicultura de precisão

    Na prática, essas novas equações oferecem uma alternativa muito mais moderna e sustentável do que as tradicionais tabelas de alimentação. As ferramentas desenvolvidas ajudam a calcular as exigências nutricionais ao longo do tempo, apoiam estimativas de crescimento e evitam tanto o desperdício financeiro com excesso de ração quanto a subnutrição do plantel. Essa inovação representa um passo decisivo para o estabelecimento da aquicultura de precisão no cultivo comercial da corvina.

    Conhecer a fundo o comportamento alimentar dos peixes é o segredo para uma produção rentável e com menor impacto ambiental. Se você deseja compreender todos os detalhes matemáticos e conferir o fluxograma prático de decisão alimentar para a sua criação, recomendamos a leitura do artigo original completo.

    Fonte: Development and evaluation of reference feed intake models for meagre (Argyrosomus regius)

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