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    Resíduo de ascídia surge como alternativa sustentável e pigmentante para a dieta do pargo-japonês

    A busca por ingredientes sustentáveis e econômicos para a fabricação de rações é um dos maiores desafios da aquicultura mundial. No caso do pargo-japonês (Pagrus major), uma espécie de peixe marinho de alto valor comercial muito cultivada no Leste Asiático, a exigência por dietas ricas em proteínas e que mantenham a coloração vibrante da pele torna essa busca ainda mais complexa. Tradicionalmente, a farinha de peixe é a principal fonte de proteína utilizada nessas formulações. Contudo, seu alto custo e os impactos ecológicos associados têm impulsionado a pesquisa por substitutos viáveis. Para explorar novas soluções, pesquisadores da Gyeongsang National University e do National Research Institute of Fisheries Science, localizados na Coreia do Sul, investigaram o uso da túnica de uma espécie de ascídia (Styela clava), um animal marinho invertebrado, como um ingrediente alternativo.

    A túnica da ascídia como substituto nutricional

    A túnica da ascídia, que é a camada externa do animal, é um resíduo abundante nas fazendas marinhas coreanas e que frequentemente acaba sendo descartado após a remoção da parte comestível. O estudo avaliou o efeito de substituir a farinha de peixe pelo pó dessa túnica em diferentes proporções na dieta de peixes jovens. Os resultados mostraram que é possível substituir até 10% da farinha de peixe sem prejudicar o crescimento, a eficiência alimentar ou a saúde geral dos animais. A partir de modelos matemáticos, os cientistas estimaram que o nível ideal de substituição para garantir o melhor ganho de peso é de 9,66%. No entanto, substituições maiores, nas faixas de 15% e 20%, resultaram em uma queda significativa no crescimento e na eficiência da ração.

    Efeitos na pigmentação e no sistema imunológico

    Um dos achados mais interessantes da pesquisa está relacionado à cor da pele dos peixes, uma vez que a espécie tende a perder sua pigmentação natural quando cultivada em cativeiro, necessitando de compostos chamados carotenoides na dieta para manter sua cor característica. A túnica da ascídia é naturalmente rica nesses pigmentos. Os pesquisadores observaram que as dietas com maiores níveis de inclusão do resíduo aumentaram significativamente os tons avermelhados e amarelados na pele dos animais. Por outro lado, o uso excessivo do ingrediente teve impactos negativos. Taxas de substituição mais altas causaram uma redução linear em indicadores importantes do sistema imunológico, sugerindo um efeito de supressão da imunidade em níveis elevados de inclusão.

    Equilíbrio entre sustentabilidade e viabilidade

    Essa pesquisa destaca o potencial da túnica da ascídia não apenas como uma fonte de proteína alternativa, mas também como um ingrediente funcional capaz de melhorar a aparência do produto final. A coloração atraente é um fator decisivo para a competitividade do peixe no mercado consumidor. Transformar um resíduo potencialmente poluidor em um componente valioso para a nutrição é um passo importante para uma aquicultura mais ecológica. Contudo, os produtores precisam equilibrar cuidadosamente os benefícios estéticos com as necessidades nutricionais, respeitando o limite seguro de substituição de cerca de 10% para não comprometer a saúde e o desenvolvimento do lote.

    Inovações na aquicultura comercial

    Gostou de saber como subprodutos e resíduos marinhos podem transformar a nutrição na aquicultura comercial? Para mergulhar nos detalhes e conferir todos os dados desta pesquisa inovadora, convidamos você a acessar o artigo científico completo.

    Fonte: Effect of replacing fish meal with stalked sea squirt (Styela clava) tunicwaste on growth performance, health status, and skin pigmentation injuvenile red sea bream (Pagrus major)

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