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Mais de 400 exemplares de peixe-leão são capturados em Porto Seguro

A rápida disseminação do peixe-leão no litoral baiano desencadeou uma força-tarefa envolvendo autoridades ambientais, pesquisadores e a comunidade pesqueira local. Apenas no mês de agosto de 2026, mais de 400 espécimes dessa espécie foram capturados e encaminhados para a Colônia de Pescadores Z-22, localizada no município de Porto Seguro (BA).As capturas integram uma estratégia contínua de monitoramento e controle para frear o avanço do animal na costa brasileira. O primeiro registro oficial do predador em Porto Seguro ocorreu em 12 de junho deste ano, dentro dos limites do Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora.

Prevenção e educação costeira

As ações de enfrentamento começaram de forma preventiva. Antes mesmo da confirmação oficial da presença da espécie na região, equipes já realizavam trabalhos educativos. Mergulhadores, pescadores e demais usuários do ambiente marinho foram instruídos sobre como realizar a identificação visual correta do animal e quais os cuidados fundamentais para manuseá-lo de forma segura durante as capturas.

Risco para as espécies nativas

Natural das águas dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão é monitorado rigorosamente pelo Ibama, que o classifica como uma das principais espécies marinhas exóticas invasoras em território nacional. O animal possui um hábito alimentar predatório severo, consumindo uma grande diversidade de peixes e invertebrados.

A expansão bem-sucedida do peixe-leão no Brasil é facilitada pela ausência de predadores naturais nos ecossistemas recifais invadidos. A situação se agrava porque a fauna nativa não compartilha histórico evolutivo com a espécie e, portanto, não a reconhece como um perigo, tornando-se uma presa fácil e altamente vulnerável.

Procedimentos de controle e manejo

Para organizar o combate à invasão, o Ibama definiu protocolos específicos para o registro e a comunicação de novas ocorrências, padronizando os dados das atividades de captura.

As autoridades ressaltam que o monitoramento ininterrupto é a principal ferramenta para mapear a distribuição geográfica do peixe-leão. É por meio dessa avaliação de impacto sobre as comunidades marinhas que os pesquisadores conseguem orientar as ações de manejo mais adequadas, buscando proteger e preservar a biodiversidade do litoral baiano.

Fontes: CNN Brasil

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