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    Camarões reprodutores ignoram abrigos artificiais em novo estudo australiano

    A otimização das condições de alojamento e manejo de espécies aquáticas é um tema cada vez mais importante para o bem-estar animal na aquicultura. O camarão-tigre-gigante (Penaeus monodon) sustenta uma indústria proeminente na Austrália e é a segunda espécie de camarão mais cultivada no mundo. Apesar dessa relevância comercial, ainda existe pouca informação sobre as preferências de recursos dos animais reprodutores mantidos em laboratórios de maturação. Para preencher essa lacuna, pesquisadores da instituição Agriculture and Food, parte da agência científica CSIRO na Austrália, investigaram como esses crustáceos interagem com diferentes estruturas de abrigo.

    Avaliação de estruturas de abrigo

    O estudo avaliou o uso de três tipos de abrigos artificiais por 21 machos adultos da espécie. As estruturas escolhidas foram uma caixa retangular, um tubo cilíndrico e um pedaço vertical de malha de plástico, todos na cor preta. A expectativa inicial da equipe era que os camarões utilizassem esses objetos para se esconder, preferindo os abrigos em vez de ficarem expostos no substrato de areia aberto dos tanques. O comportamento de cada animal foi gravado em vídeo de forma contínua durante 72 horas em aquários de observação individuais.

    Resultados da interação e comportamento

    Contrariando as previsões iniciais, os resultados mostraram que os objetos selecionados não forneceram valor suficiente para facilitar o engajamento dos crustáceos no contexto experimental testado. Durante as análises, os cientistas registraram apenas seis ocorrências em que os camarões entraram em contato físico com as estruturas de abrigo. Além disso, não houve diferença significativa na preferência de proximidade entre a caixa, o tubo ou a malha plástica. O estudo também destacou uma grande variação de comportamento entre os indivíduos testados através de altos desvios padrão nas medidas.

    Enriquecimento ambiental e próximos passos

    Os pesquisadores sugerem que a presença do substrato de areia no fundo dos tanques pode ter atuado como um enriquecimento suficiente para os camarões. Outra hipótese levantada é que o uso das estruturas poderia ter aumentado se houvesse competição com outros indivíduos pelo acesso, já que os testes ocorreram de forma isolada. A identificação de recursos que realmente sejam valiosos para o Penaeus monodon deve continuar, levando em consideração os alojamentos comunitários, a variação individual e os benefícios de oferecer escolhas, buscando sempre avaliar adições práticas para o ambiente de laboratórios comerciais.

    Se você deseja se aprofundar nos métodos detalhados e nas discussões comportamentais desta pesquisa, convidamos você a acessar e ler o artigo completo publicado na revista científica Applied Animal Behaviour Science.

    Fonte: Use of artificial shelter structures by individual Penaeus monodon broodstock prawns

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