A aquicultura no Ceará segue em expansão e consolida-se como uma das atividades produtivas de destaque no estado. Em 2025, a área destinada ao cultivo de organismos aquáticos ultrapassou 16 mil hectares, evidenciando o crescimento da atividade e seu potencial econômico para a região.
Levantamento realizado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) aponta que o estado registrou 16.233 hectares ocupados por empreendimentos aquícolas em 2025. O número representa um avanço em relação aos anos anteriores e demonstra a expansão contínua da atividade em território cearense.
Crescimento gradual do setor
Os dados indicam uma evolução constante da aquicultura no Ceará ao longo dos últimos anos. Em 2023, a área dedicada à atividade somava cerca de 14,6 mil hectares. Em 2024, o número aumentou para 15,2 mil hectares, alcançando em 2025 o patamar superior a 16 mil hectares destinados ao cultivo aquícola.

Esse crescimento está associado à expansão de empreendimentos voltados principalmente à produção de peixes e camarões, atividades que possuem grande relevância econômica para o Nordeste brasileiro. O monitoramento contínuo das áreas produtivas contribui para acompanhar a evolução da atividade e subsidiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor aquícola.
O levantamento identificou 72 municípios cearenses com áreas dedicadas à aquicultura, com maior concentração nas regiões litorâneas e no centro-leste do estado. Entre os principais polos produtivos estão municípios como Jaguaruana, Aracati, Acaraú e Beberibe, que concentram uma parcela significativa da área destinada à atividade aquícola no Ceará.
O crescimento nessas regiões reforça a importância da aquicultura para a economia local e para o fortalecimento da cadeia produtiva de pescados no estado.
Especialistas apontam que o avanço da aquicultura no Ceará demonstra o potencial do estado para ampliar a produção de organismos aquáticos de forma organizada e sustentável. O acompanhamento técnico das áreas produtivas e o planejamento do uso do território são considerados fundamentais para garantir a expansão responsável da atividade, conciliando crescimento econômico e preservação ambiental.
Fonte: Governo do Estado do Ceará.










