O foco das investigações
Os cientistas analisaram 516 publicações indexadas na base Scopus entre 2015 e 2025. O estudo confirmou que a tilápia, principalmente a Oreochromis niloticus, permanece como o principal modelo de referência para o setor. No entanto, o cenário de pesquisa diversificou-se significativamente ao longo desses dez anos, estendendo-se para espécies de relevância econômica como bagres, carpas, salmões e trutas, além de peixes emergentes na piscicultura comercial, como garoupas e bijupirás (cobia).
Transição tecnológica e sustentabilidade
O levantamento identificou uma clara mudança na trajetória tecnológica do setor. Tradicionalmente, o uso de hormônios, como a 17α-metiltestosterona, foi a prática estabelecida para a reversão sexual em várias espécies. Contudo, os dados revelam uma transição progressiva em direção a abordagens mais sustentáveis e precisas. O campo está se voltando para métodos genômicos, como a tecnologia CRISPR, a criação de supermachos YY e o emprego de dietas funcionais, que visam o controle sexual sem a dependência exclusiva de intervenções hormonais externas.
Implicações para o futuro
O mapeamento aponta que a China lidera a produção científica global sobre o tema, mantendo-se como o maior centro de desenvolvimento de novas tecnologias. A conclusão dos pesquisadores é que o setor caminha para uma nova era de precisão genética. Essa evolução não apenas reflete uma maior exigência por segurança alimentar e práticas sustentáveis, mas também demonstra como a ciência aplicada tem fornecido ferramentas para que a aquicultura industrial responda aos desafios de eficiência produtiva de forma mais tecnológica e menos dependente de insumos químicos tradicionais.
