Para entender como o organismo reage, os cientistas utilizaram a carragenina para induzir uma inflamação estéril aguda e controlada no músculo dos peixes. Em seguida, administraram o SST6 e analisaram as mudanças na expressão dos genes tanto na pele, o local primário da inflamação, quanto no cérebro, o principal reservatório de neuropeptídeos. Essa análise foi feita utilizando uma tecnologia avançada chamada RNA-seq, que permite observar detalhadamente quais processos biológicos são ativados ou desativados pelas células em resposta ao tratamento.
Os resultados mostraram que a carragenina causou uma resposta imune intensa, com danos celulares e apoptose (morte celular) na pele das douradas. No entanto, o tratamento com o SST6 conseguiu atenuar esses efeitos negativos de forma notável. A substância ajudou a reativar os processos de resolução da inflamação e reparo do tecido machucado, estimulando o metabolismo protetor de lipídios e restaurando as vias de comunicação nervosa local. Na prática, o neuropeptídeo reverteu o quadro inflamatório, guiando a pele do peixe de volta ao seu estado de equilíbrio.
Além dos benefícios locais na pele, o estudo revelou um importante efeito protetor no sistema nervoso central. No cérebro dos peixes, enquanto a inflamação gerava estresse celular, o SST6 mitigou a morte das células e fortaleceu as defesas antioxidantes e neurotróficas. Essa descoberta comprova de forma contundente que o sistema nervoso e o sistema imunológico dos peixes trabalham em conjunto, formando um eixo neuroimune. Para o produtor, o estudo aponta que compostos reguladores como o SST6 são candidatos muito promissores para futuras terapias que aumentem a resiliência e o bem-estar dos animais diante de desafios sanitários nas fazendas.
Quer entender mais sobre como o eixo neuroimune atua na defesa dos peixes marinhos e descobrir os detalhes genéticos e moleculares desta pesquisa inovadora? Convidamos você a acessar e ler o artigo científico completo.










