back to top
ionicons-v5-q
ionicons-v5-q
More

    Vacinas orais: o futuro da imunização prática e sem estresse na aquicultura

    A indústria da aquicultura mundial, que já movimenta mais de 313 bilhões de dólares, enfrenta um desafio bilionário com a propagação de doenças infecciosas. Os vírus são responsáveis por quase 23% desses casos, podendo causar mortalidade total em criações comerciais. Atualmente, a maioria das vacinas disponíveis exige a aplicação por meio de injeções individuais, um método que, embora eficaz, gera custos operacionais elevados, exige manejo intenso e causa estresse físico aos peixes, impactando o bem-estar animal.
    Essa tecnologia permite a imunização em massa diretamente através da ração, eliminando a necessidade de retirar os animais da água. Para transformar esse cenário, pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e da Universidade Normal de Nanjing, na China, detalham os avanços nas vacinas orais. Além de ser mais prática para o produtor, a vacinação oral atua diretamente no sistema imunológico do trato gastrointestinal, oferecendo uma proteção que pode ser aplicada em peixes de diferentes tamanhos e estágios de vida. 

    O principal desafio é garantir que os componentes da vacina não sejam destruídos pelas condições ácidas e pelas enzimas do estômago do peixe antes de chegarem ao intestino. Apesar do grande potencial, a aplicação comercial ainda enfrenta obstáculos biológicos. Para solucionar isso, a ciência tem apostado em tecnologias de encapsulamento, utilizando materiais como o quitosano (derivado de carapaças de crustáceos) e alginatos para proteger os antígenos. Outra frente promissora é o uso de probióticos e leveduras como veículos de entrega, que ajudam a “transportar” a vacina com segurança pelo sistema digestivo.

    Como os crustáceos não possuem um sistema imunológico adaptativo com memória igual ao dos peixes, as vacinas orais são projetadas para estimular mecanismos naturais de defesa conhecidos como “estimulação imunológica”. No setor de camarões, os avanços também são notáveis para combater enfermidades como a Doença da Mancha Branca (WSD). O uso de proteínas recombinantes e até biotecnologia com microalgas tem demonstrado resultados experimentais positivos, apontando para métodos de controle de doenças mais sustentáveis e menos invasivos nas fazendas de cultivo.

    O desenvolvimento dessas soluções representa um passo fundamental para uma aquicultura mais eficiente e focada na saúde preventiva. Se você deseja entender profundamente os mecanismos técnicos e os resultados das vacinas testadas para cada espécie, convidamos você a acessar o artigo completo para se aprofundar no tema.

    Fonte: Oral antiviral vaccines in aquaculture: Current status, challenges, and future prospects

    - Advertisment -
    • Supra
    • TatilFish
    • AcquaSul
    • Beraqua
    • FAI FARMS
    • Veromar
    • Inve

    Veja também

    Posts relacionados