Para buscar soluções mais sustentáveis, pesquisadores de instituições chinesas, como a Shanghai Ocean University e o Fujian Fisheries Technology Extension Center, investigaram os efeitos de diferentes aditivos na dieta desses animais. O estudo avaliou o uso de dipeptídeo de glutamina (GLN), óleos essenciais de plantas (PEO) e polissacarídeo de Astragalus (APS). Esses elementos naturais possuem propriedades conhecidas na ciência: o GLN ajuda a manter a integridade da mucosa intestinal , os PEOs possuem atividades antibacterianas e antioxidantes , e o APS atua estimulando as defesas do organismo contra patógenos. O teste alimentar durou 60 dias e foi realizado em gaiolas marinhas na cidade de Shacheng, na província de Fujian, dividindo os peixes em quatro grupos com diferentes combinações desses ingredientes.
A mistura de PEO e APS, por sua vez, demonstrou o efeito antioxidante sistêmico mais forte de todo o experimento. Essa combinação reduziu a peroxidação lipídica (um tipo de dano celular severo) no soro sanguíneo e no intestino, ao mesmo tempo em que elevou a atividade da lisozima, uma enzima fundamental para a imunidade. Além disso, a análise do trato digestivo revelou que o grupo alimentado com PEO e APS manteve uma maior diversidade de microrganismos e enriqueceu bactérias benéficas, como as dos gêneros Faecalibacterium e Bifidobacterium.
Essas descobertas comprovam que o uso combinado de aditivos, especialmente a mistura de óleos essenciais com o polissacarídeo de Astragalus, oferece benefícios muito superiores para melhorar a saúde e a resistência ao estresse na aquicultura intensiva. Essa abordagem nutricional surge como uma alternativa altamente sustentável e segura ao uso de antibióticos convencionais. Convidamos os produtores e profissionais da aquicultura que desejam compreender todos os detalhes e aplicar essas inovações em seus cultivos a acessarem o artigo científico completo na publicação original.




