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    Sistema semiautomático melhora uso de veículos subaquáticos em fazendas de peixes

    Sistema de controle permite operação quase autônoma de veículos subaquáticos em fazendas de peixes. Um grupo de pesquisadores noruegueses desenvolveu e testou em campo um sistema de controle que permite a operação quase autônoma de veículos subaquáticos em fazendas de peixes, abrindo caminho para inspeções e monitoramento mais seguros e precisos em ambientes complexos. O framework integra, em um mesmo modelo, estimativas do comportamento do cardume, do movimento dinâmico das estruturas flexíveis das gaiolas (redes, cabos) e algoritmos de planejamento e seguimento de trajetória adaptativos.​

    Fazendas marinhas são ambientes altamente desafiadores para robôs subaquáticos. Fazendas de salmonídeos e outros peixes marinhos são ambientes desafiadores para robôs: além de correntes, ondas e baixa visibilidade, o veículo precisa evitar colisões com redes deformáveis e estruturas flutuantes, ao mesmo tempo em que não perturba excessivamente os peixes. A maioria das abordagens de controle para veículos subaquáticos foi desenvolvida para cenários estáticos e estruturas rígidas, o que limita sua aplicação direta em aquicultura moderna.​

    O novo sistema integra modelos de cardume e de gaiolas ao controle em tempo real. O novo sistema proposto incorpora no controle modelos da dinâmica da gaiola e do comportamento do plantel, permitindo que o veículo estime o “ambiente de navegação local” em tempo real e ajuste sua rota e suas respostas de forma contínua. Essa abordagem compacta foi desenhada para ser genérica o suficiente para diferentes tipos de estudos e operações autônomas em ambientes marinhos altamente variáveis.​

    Testes em fazenda comercial demonstraram viabilidade prática do framework. Para validar o conceito, os autores realizaram testes com um veículo operado remotamente (ROV) em uma fazenda comercial, simulando missões de inspeção e monitoramento em condições reais. Os resultados experimentais mostraram que o framework mantém o ROV na trajetória planejada, compensa distúrbios ambientais e interage de forma segura com as estruturas e com os peixes, demonstrando viabilidade prática.​

    A automação pode reduzir riscos, aumentar eficiência e impulsionar a aquicultura de precisão. Segundo o estudo, a automação de tarefas de alto risco em fazendas marinhas, como inspeção de redes, estruturas de ancoragem e condições internas das gaiolas, pode reduzir acidentes de trabalho, aumentar a eficiência das operações e fortalecer o conceito de “precision fish farming”. A equipe destaca que o próximo passo é avançar da prova de conceito com ROVs para operações plenamente autônomas com veículos não tripulados, integrados a sistemas digitais de gestão aquícola.

    Fonte: Autonomous Monitoring and Inspection Operations with UUVs in Fish Farms

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