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    Guia de segurança alimentar para algas marinhas orienta produtores e consumidores

    Ricas em nutrientes, sustentáveis e cada vez mais presentes na gastronomia e na indústria de alimentos, as algas marinhas despontam como um dos ingredientes mais promissores da alimentação moderna. Nesse contexto, o Guia de Segurança Alimentar para Algas Marinhas, publicado pela New York Sea Grant, surge como uma referência técnica essencial para produtores, processadores e consumidores.

    O documento reúne recomendações detalhadas para reduzir riscos associados ao consumo e ao processamento de algas, abordando desde a escolha das áreas de cultivo até as etapas finais de transformação e distribuição dos produtos.

    Por que o guia é importante

    As algas marinhas são reconhecidas internacionalmente por seu elevado valor nutricional, concentrando vitaminas, minerais, fibras, proteínas e compostos bioativos. Além disso, apresentam baixo impacto ambiental, pois demandam menos recursos naturais e contribuem para a sustentabilidade dos sistemas alimentares.

    Apesar desse potencial, o setor enfrenta desafios relacionados à segurança alimentar. Diferentemente de categorias tradicionais, como frutos do mar ou produtos agrícolas, as algas marinhas não contam com um conjunto uniforme de normas sanitárias. Essa lacuna regulatória torna o guia uma ferramenta estratégica para orientar práticas seguras e padronizadas.

    Elaborado de forma colaborativa por especialistas em segurança de alimentos, microbiologia e aquicultura, o guia destaca que o consumo seguro depende da adoção de boas práticas ao longo de toda a cadeia produtiva.

    Principais orientações do guia

    O Guia de Segurança Alimentar para Algas Marinhas apresenta recomendações técnicas baseadas em evidências científicas para garantir a qualidade dos produtos. Entre os principais pontos abordados estão:

    • Identificação e controle de riscos biológicos, como bactérias patogênicas;
    • Avaliação de riscos químicos, incluindo metais pesados, excesso de iodo e toxinas naturais;
    • Prevenção de riscos físicos, como areia, fragmentos e materiais estranhos;
    • Aplicação de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e sistemas preventivos, como a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP);
    • Recomendações para colheita, lavagem, secagem, armazenamento e transporte seguros.

    Ao estabelecer protocolos claros e práticas padronizadas, o guia contribui para fortalecer a confiança do consumidor e ampliar o acesso das algas marinhas a mercados nacionais e internacionais, promovendo o crescimento organizado e responsável do setor.

    O guia completo pode ser acessado no site da New York Sea Grant

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