O pescado brasileiro pode recuperar competitividade nos Estados Unidos mesmo com a aplicação de uma nova tarifa global de 15%. A decisão recente da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais tarifas específicas anteriormente impostas a produtos brasileiros, incluindo pescados, abriu uma nova perspectiva para o setor exportador nacional.
Na última semana, a Suprema Corte norte-americana avaliou como irregulares as sobretaxas direcionadas ao Brasil. Com isso, o cenário comercial passa por uma reconfiguração tarifária. Apesar do anúncio de uma tarifa global de 15% por parte do governo dos Estados Unidos, o novo patamar é significativamente inferior às taxas anteriores, que chegaram a aproximadamente 40% para alguns produtos.
Setor aquícola brasileiro vê reação positiva após mudanças tarifárias
O setor aquícola brasileiro avalia o novo ambiente como mais competitivo. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino dos pescados brasileiros, especialmente tilápia e tambaqui, espécies que representam parcela expressiva das exportações nacionais.
Durante o período de sobretaxas mais elevadas, exportadores enfrentaram dificuldades para manter volumes e margens comerciais. Com a possível consolidação da tarifa em 15%, o Brasil passa a operar em condições mais previsíveis e alinhadas a outros fornecedores internacionais.
Estimativas do setor indicam que, caso as barreiras tarifárias sejam definitivamente ajustadas ao novo piso global, as exportações para os Estados Unidos poderão voltar a crescer. A retomada ocorre em um momento estratégico para a agenda internacional do agronegócio brasileiro, o que pode ampliar a visibilidade do pescado nacional no mercado externo.
Perspectivas para a piscicultura nacional
Para a piscicultura brasileira, o novo cenário sinaliza recuperação de competitividade após um período de adversidade comercial. A redução das tarifas específicas fortalece a posição do país como fornecedor relevante de pescados de qualidade ao mercado norte-americano.
Com a normalização das condições tarifárias e maior previsibilidade regulatória, o setor aposta na retomada do crescimento das exportações e na consolidação do Brasil como player estratégico no comércio internacional de pescados.
Fonte: Globo Rural










