Neurohormônios sob Pressão
O estudo focou em como o estresse agudo (exposição ao ar por 1 minuto) afeta genes cruciais para a reprodução:
- Gnih (Hormônio Inibidor de Gonadotrofina): Este gene, que geralmente inibe processos reprodutivos, sofreu uma elevação acentuada (up-regulation) no cérebro anterior.
- Gnrh2 e Gnrh3 (Hormônios Liberadores de Gonadotrofina): O estresse causou o aumento do gnrh2 no mesencéfalo e a supressão do gnrh3 no telencéfalo.
- Kiss2 (Quispeptina): Um sistema estimulador que também teve sua expressão alterada em janelas temporais específicas.
Sensibilidade Noturna e Ritmos Diários
Um dos achados mais importantes é que o robalo europeu — uma espécie considerada diurna — é significativamente mais sensível ao estresse durante a fase de repouso (noite).
- Resposta Amplificada: A maioria das respostas ao estresse foi mais alta no final do dia e, especialmente, durante a noite.
- Quebra de Ritmos: O estresse agudo alterou o perfil rítmico do gnih e fez com que o ritmo diário do gene gnrh3 desaparecesse completamente.
- Resiliência Matinal: Os efeitos do estresse foram menos pronunciados no início da manhã, logo após o início da fase ativa dos peixes.
Implicações para a Aquicultura Prática
Essas descobertas têm aplicações diretas para o bem-estar animal e a eficiência produtiva. O estudo sugere que o manejo de reprodutores e estoques deve ser cuidadosamente planejado para evitar os períodos de maior sensibilidade neuroendócrina.
Realizar procedimentos estressantes no início do dia pode ser menos prejudicial ao eixo reprodutivo do que fazê-lo durante a noite, protegendo a integridade hormonal dos peixes. Para uma análise detalhada dos mapas neuroanatômicos e das interações entre cortisol e melatonina citadas, convidamos você a acessar o artigo completo na plataforma Elsevier.










