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    Exportações da piscicultura brasileira permaneceram estáveis em 2025, aponta Embrapa

    As exportações da piscicultura brasileira permaneceram estáveis em 2025, mesmo diante de um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos para o comércio internacional do setor. De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil encerrou o ano com crescimento no valor exportado, apesar da imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos, um dos principais destinos dos produtos aquícolas nacionais.

    Segundo o Informativo de Comércio Exterior da Piscicultura Brasileira, as exportações alcançaram US$ 60 milhões em 2025, representando um avanço de 2% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, o volume total embarcado apresentou uma leve retração de 1%, somando aproximadamente 13,7 mil toneladas. O resultado reflete a resiliência do setor frente às barreiras tarifárias impostas a partir de agosto pelos Estados Unidos.

    O impacto do tarifário norte-americano foi parcialmente compensado pelo bom desempenho registrado nos primeiros sete meses do ano, período em que a piscicultura brasileira manteve ritmo consistente de crescimento nas exportações. A estratégia de priorizar produtos com maior valor agregado contribuiu para sustentar o faturamento, mesmo com a redução no volume.

    Comércio exterior da piscicultura brasileira em 2025
    Exportações da piscicultura brasileira mantêm estabilidade em 2025. Foto: Divulgação/Embrapa

    A tilápia foi o principal destaque de 2025, respondendo por 94% das exportações da piscicultura brasileira. O desempenho da espécie evidenciou uma diversificação dos produtos exportados. Enquanto os filés frescos ou refrigerados apresentaram crescimento de 12% em valor, os filés congelados registraram um aumento expressivo superior a 245%, indicando uma mudança no perfil da oferta nacional. Clique aqui para download do Informativo completo.

    Especialistas da Embrapa destacam que, apesar da manutenção das tarifas impostas pelos Estados Unidos, a diversificação de mercados e o foco em produtos mais elaborados têm fortalecido a competitividade do Brasil no comércio internacional de pescado cultivado. Ainda assim, a taxação segue como um desafio estrutural para o setor no médio e longo prazo.

    A expectativa para 2026 é de novas oportunidades de expansão, especialmente caso avanços em acordos comerciais e negociações internacionais contribuam para a redução de barreiras tarifárias e para a ampliação do alcance global da piscicultura brasileira.

    Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura

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