Além do desempenho produtivo, os pesquisadores observaram benefícios diretos na saúde dos animais, especificamente no fígado e no intestino. A análise histológica revelou que o aditivo ajudou a reduzir o acúmulo de gordura no fígado, atenuando a esteatose hepática de forma dependente da dose administrada. Bioquimicamente, houve um aumento na atividade de enzimas antioxidantes vitais, como a superóxido dismutase (SOD) e a catalase (CAT), além de uma redução significativa no conteúdo de malondialdeído (MDA), um marcador de estresse oxidativo e dano celular.
O estudo também analisou o impacto na microbiota intestinal das enguias. Curiosamente, a suplementação diminuiu a diversidade geral de microrganismos, o que os autores sugerem estar ligado à inibição de bactérias nocivas. Em contrapartida, houve um aumento na abundância de bactérias benéficas, como a Shewanella xiamenensis e o grupo Lachnospiraceae NK4A136, que desempenham papéis importantes na manutenção da saúde intestinal e na homeostase do organismo. A análise genética indicou que o aditivo regula vias metabólicas importantes, como a sinalização PPAR, auxiliando no metabolismo de lipídios.
Essas descobertas reforçam o potencial da β-1,3-glucana como um aditivo funcional promissor para rações aquícolas. Ao melhorar o crescimento, fortalecer a capacidade antioxidante e proteger a saúde do fígado e do intestino, a substância se apresenta como uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento de uma aquicultura mais verde e sustentável. O uso desses polissacarídeos pode diminuir a dependência de medicamentos tradicionais, favorecendo o equilíbrio sanitário dos cultivos intensivos.
Para ler o estudo completo e conferir todos os dados técnicos, acesse o artigo original disponível na Aquaculture Reports.










