A clorofila-a e o nitrogênio amoniacal total foram os principais fatores ambientais associados às emissões. A análise de correlação mostrou que o aumento da entrada de ração leva ao acúmulo de nutrientes, estimulando o crescimento de algas e elevando a concentração de amônia. Esses fatores apresentaram associação positiva com o aumento das emissões dos três gases de efeito estufa monitorados.
A comunidade microbiana do sedimento influencia diretamente a emissão de cada tipo de gás. A análise microbiológica revelou que bactérias do filo Proteobacteria e do gênero Desulfococcus contribuíram principalmente para as emissões de CO2. As emissões de metano foram associadas a Proteobacteria e Synechococcaceae, enquanto Actinobacteria foi identificada como o principal grupo ligado à liberação de óxido nitroso.
Viveiros costeiros apresentaram menores emissões de gases de efeito estufa do que sistemas de água doce continentais. Apesar da liberação confirmada de gases, os resultados mostraram que a aquicultura em viveiros costeiros emitiu menos GEE do que viveiros de água doce no interior. No entanto, as taxas de fluxo de N2O foram superiores às observadas em lagos interiores e áreas úmidas naturais.
O manejo da alimentação e da qualidade da água é central para reduzir a pegada climática da aquicultura costeira. As descobertas fornecem uma base estatística importante para avaliar o efeito estufa desses ecossistemas produtivos. Controlar nutrientes, nitrogênio e proliferação de algas é essencial não apenas para a saúde dos peixes, mas também para a sustentabilidade climática da atividade.
O estudo oferece subsídios técnicos para estratégias de mitigação de emissões na aquicultura costeira. Para se aprofundar nos dados técnicos e na metodologia completa, convidamos o leitor a acessar o artigo original.
Fonte: Characteristics and influencing factors of greenhouse gas emissions from tidal flat pond aquaculture










