Nos testes iniciais simulando condições externas, a produtividade da biomassa caiu 35% para a Picochlorum celeri e 57% para a Tetraselmis striata em comparação com cultivos tradicionais em pH 7. O objetivo principal da pesquisa foi minimizar a liberação de gases e aumentar a eficiência do uso de carbono, fator essencial para reduzir os custos de produção de biomassa. No entanto, elevar o pH do cultivo trouxe novos desafios biológicos. Os cientistas observaram que, em níveis de pH mais altos, a toxicidade da amônia aumentou consideravelmente, inibindo o crescimento das algas. Essa queda no rendimento ameaçava anular os benefícios econômicos obtidos com a economia de carbono.
Ao reduzir a concentração de fertilizante à base de amônio, foi possível controlar a toxicidade sem prejudicar o suprimento de nutrientes essenciais. A solução encontrada pela equipe foi ajustar a estratégia de fertilização para mitigar o estresse nas células. Para a cepa Tetraselmis striata, por exemplo, esse ajuste resultou em uma queda de produtividade muito mais moderada, de apenas 13%, em vez dos drásticos 35% projetados inicialmente sem o controle da amônia. Esse refinamento provou ser fundamental para equilibrar a saúde das microalgas com as condições químicas necessárias para reter o carbono no sistema.
As análises tecnoeconômicas indicaram que essa abordagem pode ser financeiramente viável se o manejo for executado corretamente. Com a otimização dos nutrientes e a manutenção de uma produtividade estável, o cultivo em pH de equilíbrio demonstrou potencial para reduzir tanto o preço mínimo de venda da biomassa quanto as emissões de gases de efeito estufa associadas ao processo. Os resultados sugerem que, dependendo da espécie utilizada, estratégias específicas para mitigar a toxicidade da amônia são necessárias para garantir que a eficiência na captura de carbono se traduza em ganhos reais para o produtor.
Essas descobertas, realizadas no âmbito do consórcio DISCOVR, trazem novas perspectivas para a sustentabilidade da aquicultura voltada para biocombustíveis e bioprodutos. Para os leitores interessados em aprofundar-se nos detalhes técnicos sobre as taxas de crescimento e as modelagens econômicas aplicadas, recomendamos a leitura do artigo completo publicado na revista científica Algal Research.










