Marrocos está investindo de forma estratégica na aquicultura como um novo motor de crescimento econômico e geração de empregos. Segundo relatório publicado pelo Banco Mundial, o país pretende transformar o setor em um pilar do desenvolvimento sustentável.
Meta ambiciosa para a próxima década
O governo marroquino estabeleceu como meta ampliar a produção aquícola para 300 mil toneladas nos próximos dez anos. A expectativa é criar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.
Atualmente, a produção nacional de aquicultura é de aproximadamente 3,6 mil toneladas. O setor abrange espécies como peixes, moluscos, ostras, camarões e algas marinhas.
Expansão das fazendas aquícolas
Apesar de ainda representar um volume modesto, a base produtiva está em rápida expansão. De acordo com o Banco Mundial, Marrocos já conta com mais de 320 fazendas aquícolas licenciadas.
Essas unidades possuem capacidade produtiva combinada estimada em 124 mil toneladas por ano. O crescimento reflete o avanço da estrutura regulatória e o interesse do setor privado.
Demanda interna impulsiona investimentos
O aumento da demanda interna por frutos do mar tem favorecido novos investimentos. Esse movimento é impulsionado pelo crescimento populacional e pela maior conscientização sobre os benefícios nutricionais dos produtos aquícolas.
Com isso, a aquicultura ganha espaço como alternativa complementar à pesca tradicional. O setor também contribui para a segurança alimentar e a diversificação econômica.
Apoio financeiro do Banco Mundial
Para apoiar essa transformação, o Banco Mundial financia Marrocos por meio de um programa de US$ 350 milhões. A iniciativa é denominada Program for Results.
Além disso, o país recebeu uma doação adicional de US$ 5 milhões do fundo PROBLUE. O fundo é voltado ao desenvolvimento de economias azuis resilientes às mudanças climáticas.
Foco em práticas sustentáveis
Os recursos têm como objetivo aprimorar a governança do setor aquícola. Também buscam fortalecer a gestão dos recursos costeiros.
Entre as prioridades estão a assistência técnica e a adoção de práticas sustentáveis. Destacam-se a criação de camarões e a expansão da algicultura.
Desafios e perspectivas do setor
Embora ainda enfrente desafios estruturais, o setor aquícola marroquino avança de forma consistente. Reformas regulatórias vêm sendo implementadas gradualmente.
O engajamento do setor privado e as parcerias internacionais são considerados fatores decisivos. Esses elementos devem consolidar a aquicultura como vetor de crescimento sustentável em Marrocos.
Fonte: Morocco’s Blue Future: How Aquaculture Can Power Growth and Jobs










