A pesquisa avaliou diferentes concentrações de água residual para determinar o ponto ideal de equilíbrio entre a oferta de nutrientes e a qualidade da água. Foram realizados testes com misturas contendo 0%, 25%, 50%, 75% e 100% de efluente de tilápia, diluídos em água doce. O objetivo principal era identificar se os nutrientes presentes nos resíduos, derivados principalmente de sobras de ração e excrementos dos peixes, poderiam impulsionar o crescimento populacional desse organismo sem causar toxicidade.
O melhor desempenho foi observado no tratamento com 25% de água residual e 75% de água doce, onde a densidade populacional atingiu um pico de 1.531 indivíduos por litro no nono dia de cultivo. Os resultados demonstraram que a concentração de água residual afetou significativamente o desenvolvimento do zooplâncton. Em contrapartida, o uso de 100% de efluente resultou no pior cenário, com a menor taxa de crescimento e baixa sobrevivência, indicando que o excesso de carga orgânica prejudica os organismos.
O estudo concluiu que a diluição correta permite que o zooplâncton aproveite os nutrientes sem sofrer com a hipóxia ou toxicidade causada pela decomposição excessiva. A análise da qualidade da água revelou que o sucesso do cultivo depende do controle rigoroso dos parâmetros ambientais. Embora o nitrogênio e o fósforo sejam vitais para o crescimento da Moina, o excesso de matéria orgânica total nos tratamentos mais concentrados reduziu os níveis de oxigênio dissolvido, levando ao colapso da população.
Essa descoberta aponta para uma estratégia promissora de aquicultura integrada e reciclagem de biorresíduos. Ao utilizar a Moina macropopa para tratar efluentes dentro de limites seguros, o produtor consegue simultaneamente reduzir o impacto ambiental do descarte de água e produzir alimento vivo de alta qualidade para alevinos.
Para se aprofundar nos detalhes técnicos e metodológicos desta pesquisa, recomendamos a leitura do artigo completo original.










