back to top
ionicons-v5-q
ionicons-v5-q
More

    Acordo Mercosul-UE zera tarifas para tilápia e abre portas para peixes nativos na Europa

    O recente acordo comercial estabelecido entre o Mercosul e a União Europeia traz uma perspectiva histórica para o fortalecimento da piscicultura nacional. A grande novidade para o setor é a inclusão da tilápia brasileira na chamada “Categoria 0”. Essa classificação garante que as tarifas de importação, que hoje variam entre 7,5% e 9%, sejam eliminadas integralmente já no primeiro dia de vigência do tratado, sem a imposição de cotas de exportação.

    Essa medida coloca o produto brasileiro em pé de igualdade com grandes concorrentes globais, como o Vietnã e países da América Central, que já operam com benefícios tarifários no bloco europeu. Na prática, o fim do imposto permite ao exportador nacional reduzir o preço final do produto em quase 10% ou, alternativamente, ampliar suas margens de lucro, trazendo maior previsibilidade financeira para a indústria.

    Embora o tratado não remova automaticamente os bloqueios sanitários às proteínas animais brasileiras vigentes desde 2017, ele estabelece novos instrumentos jurídicos fundamentais para destravar o comércio. Um dos principais avanços é a adoção do “pre-listing”, um sistema que reduz a burocracia e a necessidade de inspeções individuais em cada planta frigorífica, agilizando significativamente a habilitação de novas unidades exportadoras.

    Além da agilidade burocrática, o acordo prevê a regionalização sanitária. Esse mecanismo de segurança evita que um problema sanitário localizado em um estado específico impeça as exportações de todo o país. Dessa forma, produtores de outras regiões ficam protegidos e o fluxo comercial nacional não é inteiramente comprometido por incidentes isolados.

    A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) avalia o cenário como uma janela de oportunidade a médio e longo prazo, não apenas para a tilápia, mas também para peixes nativos como o tambaqui e o pintado. O mercado europeu é reconhecido por ser seletivo e exigente, o que deve impulsionar a qualidade do processamento no Brasil para atender a esses padrões rigorosos.

    Com a consolidação deste acordo, a piscicultura brasileira vislumbra a chance de se firmar como um importante player global de proteína de pescado. O movimento é essencial para diversificar a pauta de exportações do agronegócio nacional, que atualmente ainda é muito concentrada nos setores de grãos e carnes bovina e de aves.

    - Advertisment -
    • Supra
    • TatilFish
    • AcquaSul
    • Beraqua
    • FAI FARMS
    • Veromar
    • Inve

    Veja também

    Posts relacionados